.: Incompetência Istmo Cervical/Cerclagem e SOP :.



Insuficiência Istmo-Cervical afeta a gestante

Por: Redação Sempre Materna
Ilustração/Foto: shutterstock
Publicado em: 17/05/2012
              

Você já ouviu falar em Insuficiência Istmo-cervical (IIC)? Se a resposta for negativa, você não está sozinha. A IIC é uma doença que acomete mulheres durante a gravidez e que, muitas vezes, só é descoberta tardiamente. Pouco conhecida, essa patologia atinge 1% das gestantes.
Para esclarecer e orientar as mamães, a Sempre Materna conversou com a Dra. Karina Zulli, ginecologista e obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz.
Sempre Materna: O que significa insuficiência istmo-cervical?Karina Zulli: É a incapacidade do colo uterino, congênita ou adquirida, de manter uma gravidez até o final. Geralmente a mulher só descobre após abordo espontâneo sem motivo aparente.
S.M: Quais os principais sintomas?K.Z: Mais frequente no segundo trimestre da gestação, os principais sintomas são a dilatação prematura e indolor do colo, abortos tardios de repetição e quando há identificação do sangramento, sensação de peso na vagina ou ruptura da bolsa de água (está em vigência o aborto espontâneo).
S.M: Antes mesmo de engravidar, é possível identificar a presença da doença?K.Z: É possível suspeitar, mas definir a doença, infelizmente, só através do exame clínico. A histerossalpingografia [raio-x contrastado da cavidade uterina e de suas tubas. Ele é realizado em série, com a injeção de um líquido (contraste iodado) através do orifício do colo do útero, com o auxílio de uma sonda fina] com istmo de colo alargado para mais de 0,5 cm e ultrassom com comprimento de colo uterino menor de 2 cm são identificações suspeitas. Mesmo assim, pacientes com estas medidas normais também não estão isentas da ocorrência clinica. No caso de suspeita, o indicado é repouso, cerclagem e uteroliticos (medicações de diminuição de contratilidade uterina).
S.M: Qual a sua causa? Existe o fator hereditário? K.Z: O agente determinante é a insuficiência do colo uterino de origem vital, ou seja, a paciente nasce com a alteração. Porém pode ser por agressão local prévia, por procedimento cirúrgico ou parto normal anteriores que tiveram complicações e levaram à alteração.
S.M: Como é feito o diagnóstico?K.Z: Na primeira gestação é por avaliação ultrassonográfica da medida do colo uterino na 20ª semana. A identificação de um colo uterino curto (menos de 2,5 cm) ou encurtamento /afunilamento do mesmo durante a manobra de compressão do fundo do útero, sugerem risco elevado de prematuridade e podem ser a primeira pista de IIC em pacientes que não apresentam os sintomas ou sem antecedentes clínicos.
S.M: Existe tratamento? Como é feito?K.Z: Tratamento ainda não existe. Levar a gestação até o final é possível através das medidas assistenciais como: cerclagem (costura do colo uterino antes da 13a semana para tentar impedir dilatação antes do tempo desejado), repouso absoluto nos últimos seis meses da gravidez e administração de medicamentos que evitam contrações uterinas.
Conclusão Médica: A IIC trata-se de uma doença com incidência de 1 entre 1000 mulheres, e que na primeira gestação, deve-se avaliar com mais rigor a evolução, com atenção redobrada ao comprimento do colo uterino para que diante de qualquer encurtamento, além do esperado, haja tempo para intervenção cirúrgica e clínica.
Em perda gestacional anterior a partir de 18 semanas e diante de uma paciente com histórico de cirurgia em colo uterino prévia, considerar desde o início os cuidados.
Para ler: “Enfim... Sou mãe!” relata a história de uma mulher em busca do sonho da maternidade. Após três abortos, em virtude da insuficiência istmo-cervical, consegue ter seu bebê! Vale a pena conferir!
Autora: Moreno, Erivane de AlencarEditora: Vitrine Literária







            O USO DA PROGESTERONA EM PACIENTES COM IIC
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por: Dr. Marcelo Nomura
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 Mestre e Doutor em Obstetrícia pelo departamento de Tocoginecologia da Universidade Estadual de Campinas;
- Coordenador do Ambulatório de Pré-Natal de Alto Risco da Secretaria de Saúde e Maternidade de Campinas;
- Médico assistente do CAISM-UNICAMP;
- Especialista em Medicina Fetal pela FEBRASGO;

Qual a função da progesterona?

O mecanismo exato de ação da progesterona não está totalmente esclarecido, mas provavelmente age no relaxamento da musculatura lisa uterina e como anti-inflamatório.
A progesterona é capaz de inibir contrações?

Não. Mas ela age diminuindo a contratilidade uterina, o que consequentemente diminui as alterações cervicais e reduz a inflamação, que é o principal processo conhecido que leva ao parto pré-termo.
Em quais casos se aplica a progesterona?

As indicações de uso de progesterona são: mulheres com antecedente de parto prematuro espontâneo, mulheres com colo uterino encurtado (menor ou igual a 15 mm na ultrassonografia). Não está indicada para gestações gemelares, exceto se as mesmas apresentarem colo menor de 15 mm ou antecedente de parto prematuro espontâneo. Já para as mulheres com trabalho de parto prematuro inibido a progesterona pode ser prescrita, mas esta não é ainda uma indicação definitiva.
A progesterona deve ser sempre prescrita como aliada a circlagem, ou nem sempre?

Não está claro se a progesterona deve ser prescrita obrigatoriamente para todas as pacientes circladas, mas nas que tiverem colo menor ou igual a 15 mm ou antecedente de parto prematuro após 24 semanas ela deve ser usada.
A progesterona é eficaz, tendo em vista que muitos médicos dizem que não há estudos que comprovem a sua eficácia?

A progesterona profilática é eficaz na prevenção do parto pré-termo (PPT) em mulheres com antecedente de PPT espontâneo e nas mulheres com colo uterino encurtado (menor ou igual a 15 mm). A evidência é muito consistente e proveniente de ensaios clínicos prospectivos randomizados, que é o tipo de estudo científico de melhor qualidade para se produzir informações relevantes para a prática clínica. Várias sociedades médicas de especialidades recomendam o uso de progesterona profilática nas situações acima citadas.
Qual a diferença de tomar a progesterona (via oral) e de inserir os óvulos (via vaginal)?

A maioria dos estudos utilizou progesterona via vaginal, principalmente porque esta via oferece melhor biodisponibilidade (absorção e níveis sanguíneos) que a via oral. Além disso a via vaginal é praticamente isenta de efeitos colaterais porque a progesterona é transportada diretamente da vagina para o útero. Na via oral, é absorvida e passa pelo fígado primeiro, podendo causar efeitos como sonolência, fadiga e cefaléia.
Após a circlagem, se a paciente tomar a progesterona via oral, o resultado será o mesmo que se inserido via vaginal?

Conforme dito antes, é provável que ocorram mais efeitos colaterais. Em relação a sua eficácia, a grande maioria dos estudos mostra que é comprovada para a via vaginal. Apesar de tudo, existem algumas pendências para a progesterona em relação a melhor dose e via de utilização em determinados grupos de pacientes, onde a eficácia pode ser maior ou menor. Mas ainda acredito que as evidências mostram que é um recurso fundamental na prevenção da prematuridade segundo as indicações atuais.

FONTE: http://www.cerclagem.com.br



SÍNDROME DE OVÁRIO POLICÍSTICO

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é doença endócrina complexa, que tem como elementos principais hiperandrogenismo e anovulação crônica. Caracteriza-se por irregularidade menstrual ou amenorréia e uma ampla gama de achados decorrentes do hiperandrogenismo: hirsutismo, acne, alopécia e seborréia. Representa uma das desordens endócrinas reprodutivas mais comuns em mulheres, acometendo em torno de 5% a 10% da população feminina em idade fértil.


Diagnóstico
O diagnóstico da SOP é de exclusão. A suspeita se fundamenta em irregularidade menstrual e sinais de hiperandrogenismo: hirsutismo, acne, aumento das concentrações séricas de testosterona total, livre ou de androstenediona. Nota: ovários policísticos ao ultra-som é dado inespecífico para o diagnóstico da síndrome, pois mais de 25% das pacientes com este achado são assintomáticas. Concentrações séricas de LH geralmente encontram-se elevados e de FSH normais ou baixos, embora 20% a 40% destas pacientes não apresentem estes achados, sendo as determinações de LH e FSH prescindíveis. O diagnóstico laboratorial da anovulação não está indicado, devendo ser clínico. A maioria das mulheres com SOP apresentam aumento da resistência à insulina e hiperinsulinemia compensatória, sendo que a determinação laboratorial da resistência à insulina não é essencial para o diagnóstico na prática clínica. Níveis séricos de prolactina e TSH são fundamentais para exclusão do diagnóstico de hiperprolactinemia ou hipotireoidismo. Níveis elevados de prolactina estão presentes em até 35% dos casos de SOP. É importante o diagnóstico da hiperplasia supra-renal congênita de instalação tardia, cujo quadro clínico pode ser indistingüível ao da SOP. A exclusão de tumores produtores de androgênios do ovário ou da supra-renal é realizada através das concentrações séricas de testosterona e sulfato de dehidroepiandrosterona (DHEA-S).

Tratamento de sinais e sintomas do hiperandrogenismo
Hirsutismo e acne
Anticoncepcional hormonal oral (ACHO): acetato de ciproterona, desogestrel, gestodeno;
Espironolactona 50-200mg/dia;
Acetato de ciproterona 50mg/dia com o esquema seqüencial reverso;
Acne grave, encaminhar para tratamento especializado com o dermatologista;
Flutamida 250mg/dia;
Finasterida 5mg/dia;
Cetoconazol e Glitazonas: efeitos colaterais limitam seu uso em larga escala;

Tratamento Cirúrgico
Atualmente sem maiores evidências de seus reais benefícios.
Irregularidade menstrual
ACHO acima citados;
Progestínicos na segunda fase do ciclo;
ß níveis de insulina. Metformina é a droga mais estudada, 1500 a 2000mg/dia.

Controle do Peso
A perda de peso é capaz de reverter os sinais e sintomas advindos do hiperandrogenismo.
Tratamento da infertilidade
Dieta e exercícios físicos representam o tratamento de primeira linha, melhorando a resistência à insulina e retorno dos ciclos ovulatórios, mesmo na ausência de perda de peso. A droga de escolha para indução da ovulação em pacientes com SOP é o citrato de clomifeno (CC), 50 a 200 mg/dia durante cinco dias, a partir do 3º, 4º ou 5º dia do ciclo. Cerca de 50% a 80% das pacientes apresentam ovulação e 40% a 50% engravidam. Pacientes com SOP resistentes ao CC podem utilizar drogas que diminuem os níveis de insulina, isoladas ou em associação ao CC. A utilização isolada da metformina (1500mg/dia a 2000mg/dia) promove a ovulação em 78% a 96% das pacientes. Pacientes com níveis elevados de DHEAS são mais resistentes ao CC e podem beneficiar-se da administração de corticóide. A fertilização in vitro (FIV) pode ser utilizada nos casos em que a estimulação ovariana foi exagerada, com o objetivo de evitar o cancelamento do ciclo. Pacientes com SOP parecem ter maior risco de abortamento após FIV.

Prevenção a Longo Prazo







A mudança de hábito de vida, com prescrição de dieta e exercício físico, consiste no tratamento de primeira linha. A perda de peso favorece a redução dos níveis androgênicos, melhora o perfil lipídico e diminui a resistência periférica à insulina, contribuindo assim para o retorno  dos ciclos ovulatórios e prevenção do diabetes e doenças cardiovasculares.
Contraceptivos hormonais orais de baixa dosagem podem ser utilizados para o controle da irregularidade menstrual, contribuindo assim para a redução do risco de câncer endometrial.


8 comentários:

  1. Oi Ely, dois meses depois do primeiro aborto (gravidez anmbrionaria ou "ovo cego", fui diagnosticada com ovarios policisticos, queria fazer tratamento pra engravidar mas a minha GO da época só queria fazer com AC, acabei n fazendo o tratamento, engravidei de novo naturalmente, quando pensei que ia dar certo, aconteceu o aborto tardio com 16semanas e 5 dias, e a médica disse que poderia ser a insuficiencia, mas pra comprovar teria que perder mais DUAS vezes, quem aguenta passar por isso de novo? Agr vou começar um acompanhamento pra ver se ainda tenho SOP e fazer tratamento com outra GO, e se acabar engravidando vou pedir Cerclagem... rs
    To te seguindo viu?! Bjs

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  2. tbm tive IIC, mas graças à Deus,foi diagnosticado a tempo e deu tudo certo foi feito cerclagem e hoje meu filho já tem 11 anos. Agradeço muito a Deus por ter enviado a Dr. Gyovana.

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  3. OI MEU NOME É JEANE 21/06/2013 GRAVIDA DE 22 SEMANAS acordei sentindo dores , fui ao banheiro o dia inteiro so saia um pouquinho de xixi, sentia dor na lombar E PARA URINAR TMB,PASSEI ASSIM O DIA TODO, quando foi no inicio da tarde começou as contrações," nao tive sangramento" mas so fui para a maternidade a noite, chegando la ainda estava com colicas que vinham em tempo cada vez menor as 21hrs fui internada e o medico escutou o coração do meu bb q ainda estava batendo fez o toque e disse q eu ja estava com 6cm de dilatação,pediu para q eu fizesse força. fiquei lá fazendo força fiz umas 3 vezes as 23:50 senti um ardor muito forte e meu bb nasceu vivo, era uma menina. levaram ela mas so viveu 5 minutos. esse medico me disse q eu tenho iic e que na minha proxima gravidez teria q fazer uma cerclagem... fiz a biopsia da placenta e acusou infecção.e na minha alta ele nao escreveu que tenho iic mais sim q minha gravidez era de 22 semanas em boa evolução e foi interrompida por uma infecção de urina.... 2015 gravida novamente com muito medo, a minha medica mede meu colo de 15 em 15 dias com 12 semanas e 4 dias minha mediada era de 3,4cm comprimento do colo q esta fechado... estou usando ultrogestan 200mg e fazendo repouso relativo... ainda tenho duvidas sobre o iic,pois tanto a medica quanto o medico q faz meu ultra falaram q a medida do meu colo não é de quem tem iic. e considerado iic o colo abaixo de 2,5 cm.... esta nas mãos de Deus! me de uma opinião por favor estou com muito medo.. mais sempre entrego pra Deus

    obs:FAZIA MUITO ESFORÇO PEGAVA MUITO PESO,QUASE NAO TOMAVA AGUA

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    1. Olá. Meu nome é naimara e fiquei completamente chocada com a sua história que é praticamente idêntica à minha. Porém após perder meu bebê de 22 semanas e fazer a biopsia e também dar o mesmo resultado que na sua. Quando engravidei novamente a GO ficou fazendo controle de 15 em 15 dias do meu colo. E quando fiz a ultra estava lá já com dois cm de dilatação. Não tinha mais tempo de fazer a cerclagem. Tive que ir ficar internada até meu bebê nascer. Nasceu com 30 semanas e ficou um mês na UTI mas graças a Deus ficou tudo bem. Se eu fosse você não esperaria ia para um hospital e tentava fazer a cerclagem hj estou com oito semanas. E assim que der vou direto para o hospital e exigir a cerclagem tiver como agente cv por cel.

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    2. ola Naimara...escrevi um texto enorme mas quando fui enviar deu erro kkkk mas então fiz um ultara nessa segunda estou com 18 semanas e meu colo continua medindo 3,4 cm e fechado com o formato cilindrico, a medica ja descartou a cerclagem, disse que se eu quiser fazer é so mesmo por segurança pq não há necessidade disse tambem que ja com essa idade gestacional da para detectar o problema estou muito confiante. mas continuo com o utrogestan 200mg e com o repouso vc tem face? sou de minas mas qualquer coisa me passa cel q te dou um toque... essa medica q esta fazendo meu pre natal é especialista em gravidez de risco DEUS NO CONTROLE

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    3. Ola Naimara
      Tenho face sim, vc me encontrara como Eliane Nascimento Sopran
      https://www.facebook.com/elianenascimento.sopran.9

      Fico feliz de saber que tudo transcorre bem em sua gestação e se Deus quiser sera assim ate o tempo certo do seu baby nascer. Com 18 semanas vc deve saber qual o sexo, é menino ou menina?
      Uma coisa importante e que alguns medicos deixam de se atentar é que o colo do utero começa a apagar 'A PARTIR' das 16 semanas. Eu por exemplo na primeira gestação afunilou com 20 para 21 semanas. Na segunda gestação começou com 22. Por isso da importancia de se realizar a cerclagem qd da suspeita. O Utrogestan auxilian para repor a progesterona que por ventura falte em seu organismo e que mesmo sem saber o grau de relevancia coopera para agravar os casos de pacientes com icc. Sua medica por precaução deveria ter feito a cerclagem, mesmo que fosse a simples. Mas de certo, Deus tem cuidado e sustentar a asua gestação. De qq modo, sugiro de coração que faç

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  4. Olá Jeane
    Deixe seu email de contato para que possamos conversar melhor. Ou envie um email para eliane.cn@gmail.com

    Espero poder ajuda-la. Um beijo e fique em paz, Deus é contigo!

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    1. jeane25fraga@gmail.com obrigada por me responder, preciso muito de uma pessoa q entenda oq estou passando. aguardo

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Oiê, ao deixar sua mensagem coloque o endereço do seu blog, assim poderei lhe fazer uma visitinha =).
Beijos com asas,
Ely